
Nos últimos anos, os ataques direcionados a ambientes OT cresceram de forma significativa. Grupos criminosos e até agentes estatais têm como alvo indústrias, concessionárias de energia e redes de telecomunicações. Esses ataques buscam desde espionagem industrial até interrupção de serviços críticos.
Apesar da crescente ameaça, muitas empresas continuam presas a soluções comerciais de alto custo, com pouca flexibilidade para integração com sistemas legados ou específicos de cada planta. Essa dependência cria uma lacuna entre o que as operações realmente precisam e o que o mercado oferece, dificultando a criação de estratégias de defesa sob medida.
As soluções de código aberto se destacam por trazer custo reduzido, maior flexibilidade e transparência. Sem os custos de licenciamento de plataformas proprietárias, as empresas podem investir mais em capacitação e infraestrutura, mantendo o controle sobre o ambiente.
Outro diferencial é a personalização: projetos open source permitem ajustes finos conforme as particularidades de cada ambiente OT, algo fundamental em sistemas industriais complexos. Além disso, comunidades globais garantem atualizações rápidas, correções de vulnerabilidades e constante evolução.
Exemplos de ferramentas que já se destacam nesse cenário incluem:
Wazuh – para monitoramento e resposta a incidentes.
Snort e Suricata – para detecção de intrusões e análise de tráfego.
Essas soluções, quando bem implementadas, podem oferecer um nível de proteção comparável — ou superior — às soluções comerciais tradicionais.
Adotar open source não significa ausência de desafios. É essencial contar com equipes capacitadas tanto em IT quanto em OT, garantindo a correta integração entre os mundos corporativo e operacional.
Outro ponto a considerar é o modelo de suporte: enquanto as soluções proprietárias oferecem contratos diretos com o fornecedor, o open source depende de suporte comunitário ou de empresas especializadas — exigindo uma boa estratégia de governança.
A gestão contínua é igualmente importante. Mesmo as ferramentas mais robustas perdem eficácia sem monitoramento ativo, revisão de regras e atualização de indicadores de ameaça.
A NE já atua com sucesso na entrega de soluções open source em cibersegurança, como o Wazuh, consolidado em diversos ambientes corporativos. Agora, essa experiência pode ser estendida ao universo OT, com uma abordagem completa que une:
Consultoria especializada para diagnóstico e desenho da arquitetura de segurança;
Implementação personalizada de ferramentas open source conforme o ambiente operacional;
Suporte contínuo e monitoramento ativo, integrando cibersegurança e proteção de dados.
O diferencial da NE está em unir expertise técnica com conhecimento profundo da realidade operacional de seus clientes — garantindo segurança sem comprometer performance e continuidade.
O código aberto deixou de ser apenas uma opção de baixo custo. Ele representa hoje uma escolha estratégica para empresas que buscam independência tecnológica, flexibilidade e velocidade de resposta frente a novas ameaças.
Aquelas que adotarem soluções open source para segurança OT agora estarão mais preparadas para enfrentar os desafios futuros — com menor custo, mais controle e uma base tecnológica robusta.
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Conteúdo e diagramas por Rafael Campari da equipe.
Gráfico comparativo: Proprietário vs Open Source